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Re: Re: A coisa: uniãodacomunidade e atitude: msg#00288

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Subject: Re: Re: A coisa: uniãodacomunidade e atitude

Lisias Toledo wrote:

Contudo, IMHO:

IMHO=In My Horrible Opinion... heheh

1) É uma cartilha de Software Livre, e só. Vc não fala muito sobre como era o Software na década de 70 e 80, quando o Software ganhou as ruas e ficou importante.
Não falou do Visicalc, o primeiro programa de computador que "não se responsabilizava pela qualidade do produto", e que iniciou este processo de
desresponsabilização pela eficácia do produto (impensável em qualquer outra indústria). Não falou da Digital Research, da Apple, da Atari e de como estas
empresas foram engolidas pelas práticas desleais de uma empresa americana. Vc não demonstrou o quanto o Software Proprietário pode ser frágil, não importa o
seu nível de excelência.


aff... mano... cartilha não é livro, é para ser simplificado... Isso iria interessar somente um retardado como eu e você, os caras não querem saber como nasceu o software, isso não interessa ao usuário.

2) Fala sobre monopólio de software antes de explicar a importância real do software. Concentra o fogo na Microsoft. quando deveria dizer que a
Microsoft é fruto do monopólio que a IBM tentava construir na década de 80. Enfatizar que uma ex-empresa monopolista é hoje uma das
maiores investidoras em Software Livre é um exemplo excelente da viabilidade deste modelo. Não traçou paralelos na história recente
sobre monopólios em outras indústrias (AT&T e Standard Oil, para ficar nas mais famosas), nem em como as indústrias em questão
melhoraram o atendimento ao consumidor depois disso.


explicar monopólio também é complicado... merece capítulo de livro, não de cartilha...

3) Não oferece modelos alternativos de acesso à informãtica. Não menciona que existe Software Livre para outras arquiteturas de computadores, não diz que
Intel e AMD não são sinônimos de computador. A "intelização" da informática tbm foi conseguida em cima de oligopólios, e o preço
que pagamos hoje por um computador é conseqüência direta das decisões da Intel e Microsoft nos últimos 20 anos passados. E pensar que originalmente a IBM
usaria o 68000 da Motorola no seu IBM-PC...


francamente, sua cartilha ia ser um gozo seu, pois ia poder mostrar todo o conhecimento inútil que você acumulou, mas ia ser um gozo apenas seu...

4) Não oferece usos cotidianos para artefatos de informática. Não mostra ao leitor a importância imensa que o software tem
no seu cotidiano, mesmo quando ele está à quilometros do computador mais próximo. Fale sobre emails, sobre páginas internet,
sobre VOIP ou de um simples CHAT da UOL. Mesmo que caríssimos, os novos celulares e PDA são um excelente exemplo de que computador
não é só aquela torre de metal em cima da mesa.


isto sim, pode ser simplificado.

5) Não promove discussões sobre a popularização do hardware, que por sua vez promoverá a
popularização do software.


aff... muito bit para a cabeça do usuário...

6) Não fala sobre o Open Source e outras modalidades de licenças de software. Não oferece mais de uma linha
de pensamento na construção de software (o que não é inesperado, afinal, é uma Cartilha de Software
Livre, não de Software).


você mesmo deu a explicação do porquê, então porquê perguntou?

7) O leitor não contextualiza a importância estratégica do Brasil no mercado mundial
de Software (a Microsoft perdeu um contrato de 14.000 máquinas em Munique!!).


a cartilha deve ser atemporal, servir tanto para um ambiente com software livre por todos os lados quanto em lugar nenhum. contextualizar é dar TTL à cartilha...
Resumo: É um bom começo para uma Cartilha de Software Livre.

Mas não toca nos pontos que eu levantei: O Acesso à informação (popularização do hardware e conectividade como forma de viabilizar o
software livre), nem dá recursos para que o leitor tenha ao menos uma idéia do que tá acontecendo, por exemplo, com a indústria de software
graças às investidas da SCO ("Software Livre não gratuito? Como uma empresa pode querer cobrar das outras por terem usado o Linux?" - uma
pergunta típica que não é respondida pelo seu documento).

Não me interplete mal. Os meus comentários ao seu documentos devem ser contextualizados naquilo que discutíamos :
uma ferramenta de iniciação tecnológica para as massas, não um mecanismo de evangelização para
Software Livre (que é onde o seu trabalho se encaixa).


e nem tem que tocar... lisias, procure pela editora conrad o livro "software livre e inclusão digital". são 340 páginas que possuem parte do que você espera de uma cartilha de software livre.

[]s, gandhi

--
Ricardo Andere de Mello
ONG Quilombo Digital - Presidente
gandhi-faWIOYO4h5OZkjO+N0TKoEB+6BGkLq7r@xxxxxxxxxxxxxxxx / (11) 3271-7928





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