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Re: SL pode nao ser gratuito ?: msg#00268

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Subject: Re: SL pode nao ser gratuito ?


Eu havia preparado as respostas abaixo antes das intervenções do Lisias.
Por algum problema no meu micro (teclado-cadeira) ela não foi para a lista.
Mas vou mandar assim mesmo. Depois eu ajunto as considerações (e
contra-considerações) do Lisias.


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Juntei as mensagens que recebi até agora, separei as questões 1 e 2, e
respondi:

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Paulo Weyne escreveu:
1) Software livre não precisa ser gratuito ? Eu sei que cobra-se o serviço,
etc. Mas, "na chincha" como se diz aqui no RS, pode ser cobrada licença ? Eu
posso estabelecer uma licença por servidor ou usuário, e ele continuar sendo
livre ? Isso sempre me pareceu conflitante com a liberdade de copiar.
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Ghandi escreveu:
Paulo, evite a palavra gratuito, às vezes passa uma idéia errada.
1) Você pode cobrar uma licença de suporte técnico por máquina
instalada, isto não fere nada a licença. A pessoa pode instalar em todas
as máquinas da organização, mas se quiser o suporte técnico, a empresa
pode cobrar por máquina da empresa, mesmo que o problema seja em uma só
máquina.
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Evandro Guglielmeli escreveu:
Opps! Gandhi, você quer dizer "um contrato", não é? Diz que sim, por favor!
Licença mesmo, no sentido de "licensa" como dizem os professores na SBC-L,
NÃO PODE NÃO!
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Nelson Ferraz escreveu:
Até aqui tudo bem -- software livre não precisa ser gratuito.
Se o objetivo desta licença for limitar os direitos do usuário, não é
software livre. A única restrição válida é impedir o acréscimo de novas
restrições. :)
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Evandro Guglielmeli escreveu:
Xiiii! Com essa o Lisias vai "se revirar no túmulo"! =D
Código GPL não pode ser relicenciado sob outra licença que não seja GPL.
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Nelson Ferraz escreveu:
Bom, eu não estava pensando na licença GPL especificamente, mas o autor
_pode_ licenciar o software GPL sob outras licenças se assim desejar.
O que ele não pode fazer é revogar as licenças já concedidas.
[]s
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Alexandre Oliva escreveu:
> 1) Software livre não precisa ser gratuito ?
Não. Você pode cobrar quanto você quiser por ele. Se você abusar,
alguém vai usar a liberdade do software e vender mais barato que
você. Por isso, tende-se a cobrar não pelo software, mas pelos
serviços associados a ele: desenvolvimento, suporte, empacotamento,
controle de qualidade, etc.
> Eu posso estabelecer uma licença por servidor ou usuário, e ele
> continuar sendo livre ?
Acho que não, pois isso viola a liberdade exigida de licenças que se
denominem livres de o sujeito usar o software como ele bem entender.
Note que isso não conflita com a thread que rolou no Slashdot outro
dia, sobre se o contrato de prestação de serviços do Red Hat
Enterprise Linux é legal ou não. A Red Hat não impõe (e nem poderia
impor) restrição alguma ao uso ou cópia dos pacotes que são GPL, que
fazem parte da distribuição. Mas a distribuição, como um conjunto,
está sujeita a copyright, e pode conter pacotes que não sejam de
distribuição livre (não sei os detalhes, mas acho que há máquinas
virtuais Java ou algo assim, e sabe Deus o que mais :-), que também
não podem ser copiados livremente.
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Paulo Weyne responde a todos:
Ghandi, eu posso até não dizer aquela palavra (me lembra um antigo programa
de televisão, se não me engano do Silvio Santos, NÃO DIGA NÃO, que as
pessoas ficavam fazendo ginásticas verbais para não pronunciar a palavra
proibida). EU SEI, EU SEI, o SL tem outros custos, mas todos os comentários
me parecem convergir para um consenso: o software livre não admite pagamento
de licença.
Tenho discutido com muitas pessoas a questão de tornar softwares prontos em
SL, e frequentemente ouço: "mas, SL não é gratuito, todo mundo diz isso! ".
Definitivamente: não podem ser cobradas licenças. Cobrar suporte não é a
licença (concordo com o Evandro).
Alexandre Oliva disse: "Você pode cobrar quanto você quiser por ele. Se você
abusar,
alguém vai usar a liberdade do software e vender mais barato que você. "
Opa, isso não faz sentido: porque alguém iria "comprar" se pode simplesmente
pegar ? o "abuso" ou "mais barato" só se aplica no serviço, mesmo que seja
de cópia.
Gente, estou forçando a barra porque acho importante que as coisas fiquem
claras, para que se possa repassar melhor as idéias. Na nossa área a gente
aprende que não existe bit meio ligado, é zero ou um. SL não admite licença,
portanto, SOFTWARE LIVRE É GRATUITO (além de muitas outras coisas, é claro).
Tendo isso claro, vamos nos concentrar nas vantagens do SL (leiam o VESLAC):
confiabilidade, segurança, manutenibilidade, suporte, etc.


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Paulo Weyne escreveu:
2) Aqui na Procergs temos muitos projetos Microsoft. Um código VB ou ASP
pode ser livre se atender as 4 liberdades ? (por favor, não disperdicem ovos
e tomates, mandem para o Fome Zero) Qual é a regra que ele fere ?
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Ghandi escreveu:
2) sim, pode ser livre. a única regra que fere é a de bom senso. ;-)
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Paulo Weyne responde:
Também acho Ghandi, mas é livre !?!
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Nelson Ferraz escreveu:
Sim, um programa em VB ou ASP pode ser livre -- mas você faria uma
contribuição ainda maior para a comunidade se portasse estes sistemas
para Linux. Precisa de ajuda? ;)
[]s
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Paulo Weyne responde:
Tá brincando Nelson. São milhões e milhões de linhas de código, testadas e
estabilizadas em produção, resultado de anos de trabalho de muitas pessoas.
Conversão, migração ou porte de aplicações são palavras que causam arrepios
em qualquer instalação de grande porte, pois significam muito $$$, além de
envolver complicadas negociações com usuários: se você levar 6 meses
migrando um sistema, durante esse tempo precisa manter equipes distintas
(manutenção do atual e migração), e evitar grandes versões, pois
significaria trabalho duplo (no código atual e no novo código convertido).
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Evandro Guglielmeli escreveu:
Segundo uma licença publicada pela MS no meio do ano passado, para o Visual
C, se não me engano, você estaria violando uma licença proprietária (da MS).
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Paulo Weyne responde:
Opa, aí tem uma questão objetiva. Se aplica somente para o Visual C ?
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Alexandre Oliva escreveu:
Certamente. Mas considere rodá-lo sobre uma plataforma livre também.
<<http://www.go-mono.com/>>
> (por favor, não disperdicem ovos e tomates, mandem para o Fome Zero)
:-D
> Qual é a regra que ele fere ?
O chato é se ele efetivamente exigir o uso de software proprietário
pra rodar, pois aí, embora esteja preservando a liberdade do usuário
no software propriamente dito, ainda está promovendo o uso do software
proprietário. Se funcionar com uma alternativa livre, convém
promovê-la; se não, convém portá-lo :-)
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Paulo Weyne responde:
O Mono ainda é muito novo, e somente para código .Net, que também é
novidade, nós ainda não temos.
É chato mesmo, não resta dúvida.
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