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Re: ENC: OFFTOPIC Matéria da VEJA criticando software livre: msg#00025

org.user-groups.linux.brazil.linuxdicas

Subject: Re: ENC: OFFTOPIC Matéria da VEJA criticando software livre

.Olá Cristiano
Não li a matéria na Revista Veja, porque sei que
aquele grupo tem como sócio majoritário um Argentino
com dívidas até o pescoço e tudo o que for matéria
paga sai naquela revista que um dia foi idônea. Citei
Argentino porque não me interessei saber seu nome, mas
até onde eu soube provém daquele país vizinho,por
sinal uma terra maravilhosa. Bem, as bobagens ali
escritas não mudam a qualidade e a robustez do Linux.
O Tio Gates está como loucou correndo para recuperar
seu soft e não está conseguindo. Então, amigão, vamos
continuar com o nosso trabalho, que por sinal estreita
relacionamentos, comunhão de idéias e ideáis. A França
onde estive recentemente inaugurou seu serviço
nacional até a segurança institucional com Linux. No
Brasil, no Estado do Espírito Santo a Mandriva
instalou um centro de excelencia do Linux e para o
Linux. Enfim, esses lambe-botas que ficam puxando saco
de gringos, incluindo o Tio Gates. Não merece a perda
do nosso valioso tempo para dar atenção aos latidos
deles. No desespero tentam desestimular as políticas
sérias e os avanços que o Mundo e a Filosofia Linux
trouxe para todos nós. Fiquemos pedindo a Deus que dê
muitos dias de vida e saúde a essa gente para de pé
aplaudirem a nossa vitória. Deixe que falem e estarão
dando divulgação do Linux. A grande torcida aindae
está por vir. O Linux é um vencedor. Agora mesmo estou
usando Debian nesta máquina com Mozilla e meu
netmeeting faço com Gnomemeeting, tudo com a mais
absoluta tranqüilidade. Um abraço e relaxa. Muito mais
besteiras essa gentinha ainda vai publicar nestes
veículos pagos e caros.Bye.
Darcy.
--- Cristiano Ferrari <boxferrari-Re5JQEeQqe8AvxtiuMwx3w@xxxxxxxxxxxxxxxx>
escreveu:

> Bom dia grupo.
>
> Eu enviei a mensagem abaixo para a lista linux-board
> ontem a noite.
>
> Hoje, com a anuência do moderador, estou postando
> para esta lista, para que
> possa a notícia possa chegar a um número maior de
> pessoas.
>
> Minhas desculpas aos membros das duas listas, que
> estiverem recebendo em
> dobro.
>
> Se decidirem entrar em contato com a revista, não
> repliquem meu texto. É
> interessante que cada um manifeste seu protexto
> individualmente, para que
> eles não pense tratar-se de uma corrente.
>
> Abraço a todos
>
>
> Cristiano P. Ferrari.
>
>
> ****
> Boa noite a todos.
>
> Na última edição da revista VEJA (a que fala sobre o
> filme "Código da Vinci"
> na capa) há uma reportagem ao mínimo tendenciosa
> sobre o software livre.
>
>
> Indignado com o teor da matéria, enviei um e-mail à
> revista, protestando
> quanto à posição da revista sobre a adoção de
> software livre pelo governo
> federal.
>
> Como duvido que minha crítica seja publicada na
> seção "Cartas", tomei a
> liberdade de enviá-la abaixo para o grupo.
>
> Como somo mais de 1.000 membros, gostaria que os que
> concordarem com minha
> opinão escrevam à revista (
>
http://veja.abril.com.br/idade/fale_conosco/caranova.html)
> expressando seu
> protexto, comentário ou indiganação.
>
> Quem sabe se a quantidade de manifestações for
> significativa, eles publiquem
> alguma delas. Na edição da semana anterior a matéria
> mais comentada recebeu
> 363 cartas/e-mails/faxes. Quem sabe se pelo menos
> uns 30 ou 50 de nós nos
> manifestarmos, algumas críticas não seja
> publicadas.
>
> Não sei se mudará alguma coisa na concepção de quem
> leu a tendenciosa
> matéria, mas certamente mostrará que não somos
> passivos ou alienados.
>
> Peço ao Flávio Torres, moderador da lista "linux
> dicas" que avalie a
> possibilidade de postar este pedido lá também, com o
> objetivo de atingir um
> número maior de pessoas. Eu pensei em fazê-lo, mas
> como sou radicalmente
> contra o cross-posting, achei que mesmo tal assunto
> não justifica a prática.
>
>
> Abraço e boa noite a todos.
>
> Segue o conteúdo do meu e-mail:
>
> *******
> Boa noite.
> Falar sobre a qualidade editorial, isenção e os
> inúmeros serviços prestados
> por VEJA ao bom jornalismo tornou-se lugar comum há
> muito tempo.
>
> Não há como se deixar de reconhecer os méritos e
> préstimos desta publicação,
> que é de fato uma marco na cultura nacional.
>
> Contudo, vossa edição de número 1956, que recebi
> ansiosamente neste domingo
> (14/05), comete um lamentável equívoco ao publicar a
> matéria "O grátis saiu
> caro".
>
> Não há como qualquer cidadão minimamente esclarecido
> negar que o governo do
> PT tem sido uma vergonhosa e revoltante catástrofe,
> sob inúmeros aspectos. E
> o retrocesso enfocado na matéria, quanto ao uso da
> informática no
> atendimento ao cidadão, é apenas mais um lastimável
> e humilhante exemplo da
> falta de planejamento, comprometimento e capacidade
> gestora do atual governo
> federal.
>
> Entretanto, resumir as causas desta ingerência à
> opção pelo software livre
> é, na melhor das hipóteses, um monumental engano.
>
> O termo "software livre" encerra muito mais do que a
> prosaica idéia de "usar
> e não pagar". Diz respeito, entre muitas outras
> coisas, a se compartilhar e
> difundir o conhecimento, permitindo o
> desenvolvimento de um trabalho
> colaborativo, eficaz e dinâmico.
>
> A convergência para o software livre é um movimento
> global e não se limita a
> governos contrários ao "livre mercado". Inúmeros
> exemplos (e bem sucedidos)
> de iniciativas neste sentido são publicados
> diariamente mundo afora. Pode-se
> citar, por exemplo, o caso do Governo Suíço (
>
http://www.novintec.com.br/informacoes_noticias_051214.php)
> ou da empresa
> IBM (http://www.neoseeker.com/news/story/5436/
> <http://www.neoseeker.com/news/story/5436/> ).
>
> O primeiro, anunciou em dezembro de 2005 a migração
> de mais de 300 de seus
> servidores para o software livre e a segunda,
> corporação global e notório
> ícone do capitalismo e da "economia de mercado",
> anunciou recentemente que
> sua filial alemã cancelou o contrato de fornecimento
> de sistema operacionais
> com a Microsoft e não usará as novas versões do
> Windows em suas estações de
> trabalho, que serão substituídas gradativamente por
> software livre (Linux).
>
> Também há de se reconhecer as qualidades do software
> livre ao se constatar
> que a arrasadora maioria dos maiores e mais potentes
> supercomputadores do
> mundo "rodam" software livre. O site www.top500.org
> lista os 500 maiores
> supercomputadores do mundo, utilizados em aplicações
> das mais diversas áreas
> do conhecimento.
>
> É interessante observar que em sua última listagem,
> atualizada em novembro
> de 2005 (as atualizações ocorrem sempre em junho e
> novembro de cada ano),
> dos 500 supercomputadores listados, 72% (ou
> exatamente 360 deles, que
> somados totalizam a impressionante marca de 324.957
> processadores) declaram
> usar Linux ou seja, software livre
> (http://www.top500.org/stats). O Brasil
> aparece nesta lista apenas 4 vezes, nas posições:
> 120, 122, 164 e 381. Todas
> elas, por conta de sistemas instalados na Petrobrás,
> utilizados em
> aplicações de geo-processamento.
>
> Como se pode culpar a opção pelo software livre pelo
> retrocesso na
> utilização da informática como meio para se melhorar
> a qualidade no serviço
> público, tal como apresentada na matéria em questão?
>
>
> É no mínimo estranho que um "sistema" que "roda" em
> 72% dos 500 maiores
> supercomputadores do mundo; que é opção de governos
> de primeiro mundo ou de
> gigantescas empresas capitalistas líderes em seus
> segmentos, possa ser
> culpado pelo atraso do governo brasileiro em
> desenvolver meios de bem
> atender ao cidadão.
>
> Portanto, é triste concluir que VEJA infelizmente
> cometeu uma grande
> injustiça ao creditar ao software livre a culpa por
> mais este retrato de
> incapacidade do atual governo, maculando a imagem de
> um movimento baseado em
> filosofia tão legítima ao vinculá-lo de maneira
> míope a um governo corrupto,
> marcado por ações que desprestigiam o conhecimento e
> o mérito
> administrativo/técnico/científico em favor do mais
> descarado dos
>
=== message truncated ===


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