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Quanto tempo temos?...: msg#00081

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Subject: Quanto tempo temos?...

Oi, tudo bem?

Chega o final do ano, época de Natal e de promessas e, todos nós,
sistematicamente, passamos por um período de reflexões pessoais honestas e
sinceras... Eu, particularmente, há muito tempo queria ter escrito um
pequeno texto sobre alguns temas bastante relacionados, todos eles
voltados ao tempo.

Sim. O tempo.

O tempo que temos, o que ?achamos? que temos, o que pensamos que perdemos,
ou o tempo que ainda teremos (ou que desejamos ter, algum dia desses...)

Mas... em termos simplificados, o que é, de fato, o tempo?

Explicá-lo fisicamente ou filosoficamente, talvez nos parecesse inútil,
sem contribuição realmente relevante, efetiva, prática... Sendo assim,
decidi por definições simples, não de conceitos, mas do que realmente
podemos fazer com ele, o danado do tempo.

Tempo é igual a prioridade.

E ponto.

Se dedicamos a execução de alguma atividade ao longo de um determinado
período, então, durante aquele período, aquela será a nossa prioridade.
Ainda que a atividade seja chata, entediante, aborrecida. Ainda que não
queiramos estar lá, naquele instante, fazendo o que estivermos fazendo.

Sendo assim, o que estiver sendo feito por nós, naquele momento, estará
ocupando uma ?janela? de tempo irrecuperável em nossas vidas.

Ainda que digamos o contrário, ou que pensemos em contrário, o fato é que
aquele tempo estará alocado, para sempre, e definitivamente, àquela
prioridade. Ou aquela prioridade àquele tempo, tanto faz...

Desta forma, será que estamos alocando prioridades (ou ?fatias de tempo?)
para coisas que são realmente importantes? Ora, não há um tempo para
estudar, outro para trabalhar, um outro para curtirmos nossas famílias, as
pessoas que amamos? Tempo para fortalecer nossas almas, nossos corações,
nossas individualidades e orações? Tempo para alimentar o corpo, para
exercitá-lo, para repousá-lo?

Não há de existir um tempo para pensar, para planejar, para executar? Não
haverá de existir um tempo para descansar, tempo para não fazer nada,
tempo para matar o tempo, tempo para desperdiçar? Haverá espaço, no nosso
tempo, para perdoar, para compartilhar, para ajudar a fazer algo ou alguém
crescer, se desenvolver, para se deixar aprender, para refletir e para
contribuir, para dividir, para somar?...

E o tempo para se aquietar, para assistir ao próprio tempo passar, tempo
para se entregar, para se deixar levar?...

Tempo para amar?...

Ahh... esse tempo está ficando tão raro, hoje em dia... O tempo para,
simplesmente, amar, num enlevo calmo, bonito, sereno...

Mas... o que é, de fato, o amor? Como dedicarmos tempo para amar, se não
soubermos exprimir, de verdade, o próprio conceito de amor?

Mais uma vez, fujamos dos conceitos. Vamos à prática, do ?como fazer? o
verbo amar acontecer.

E a definição mais simples, mais bonita que tenho do verbo amar é...

... dar atenção.

Isso mesmo. Amar é dar atenção, é volver os olhos naquela direção, é
dedicar os pensamentos e ações àquela pessoa, causa ou instituição. É
praticar, de fato, nossa atuação, em prol ou em favor de algo ou alguém,
em benefício de algo que nos toma (ou do que deveria nos tomar), nossa
inteira e verdadeira paixão...

... Amar é dedicar, prioritariamente, nossa atenção...

... atenção que toma, ou que deveria tomar, nosso precioso...

... TEMPO!!!...

Sendo assim, a pergunta instigante e perturbadora que se faz é: para quem,
ou para o quê, temos dedicado nossa verdadeira atenção, nosso amor...

... nosso tempo?...

Apenas para o trabalho, para o dinheiro? Ou exclusivamente para as coisas
que o dinheiro pode comprar?... Ou para status, para poder, para tirar
vantagem... ou meramente para o ?ter?, ou para o exclusivo e
individualizado prazer?...

Será que não estamos dando mais atenção para as coisas que não estejam,
necessariamente, ajudando-nos a crescer? Ou para coisas que, do contrário,
também poderiam ajudar outros a crescer, a aprender, a se beneficiar, a se
desenvolver?

Será que estamos dando atenção para aqueles a quem realmente amamos?
Estamos, de fato, dando atenção à nossa espiritualidade, à nossa
individualidade, às nossas crenças, princípios, valores e verdades?

Ou, em outras palavras, para quem, ou para o quê, estamos direcionando
nossa atenção, nosso amor, nosso profundo, sincero e verdadeiro espaço de
tempo?

Será que não está ficando cada vez mais tarde para fazermos o que já
poderíamos ter feito? E em gestos simples, muito simples?...


Faça as suas contas.

Analise, no mínimo, o ano que já se passou. Descubra quanto tempo você
dedicou para cada pessoa, para cada coisa, para cada objeto, cada causa,
cada empreendimento. Seja o tempo que você dedicou em ações, seja em
pensamentos e emoções. Seja ele tempo materialmente percebido, seja o que
foi irremediavelmente perdido...

Tire lições...

Aprenda com a reflexão do uso de seu próprio tempo, com suas próprias
comparações, de você para você mesmo, consigo mesmo...

Tire suas próprias conclusões, estabeleça suas próprias considerações...

E... se der, planeje seu tempo futuro, considerando que o tempo, a
atenção, enfim, o amor que você dedicar, seja voltado ao que realmente
importa, nas proporções certeiras, adequadas.

Afinal, para as coisas que são realmente importantes, para as pessoas que
realmente amamos, não deveríamos PRIORIZAR nossa ATENÇÃO, nosso TEMPO,
nossa inteira razão, nosso coração, nossa dedicada paixão?

Nosso profundo e dedicado, AMOR?...



Pense...

O tempo está passando...

Nossas prioridades estão sempre nos tomando...

E nossa atenção está continuamente se perdendo, principalmente, para longe
do que realmente amamos...

E, para o que verdadeiramente amamos, temos que ter e dedicar tempo.


Todo o tempo do mundo.


Roberto Gattoni.



























































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