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Re: [Contestação] Primeiro centro de inovação tecnológica da Bahia tem parc: msg#00089org.psl.ba
On Fri, 29 Dec 2006 05:04:33 +0000 "Helton Dória" <helton.doria@xxxxxxxxx> wrote: > > Então, fundamentalismo não tem nada a ver com mudança consciente da > sociedade, muito pelo contrário. Tem a ver com uma visão dogmática e > estreita do mundo. "O Termo fundamentalismo popularmente empregado refere-se pejorativamente a qualquer grupo religioso de infringentes de uma maioria, conhecido como Fundamentalismo religioso, [...] Fundamentalismo "é um movimento que objetiva voltar ao que são considerados princípios fundamentais, ou vigentes na fundação do determinado grupo"." -- wikipedia/pt O termo na wikipedia/en é muito bem escrito e bastante completo. Assim, pode-se considerar o tópico "Non-religious fundamentalism" e aceitar que sua definição é no mínimo reducionista: "Some refer to any literal-minded or intolerant philosophy with pretense of being the sole source of objective truth, as fundamentalist, regardless of whether it is usually called a religion." São citados os termos "Fundamentalist Atheism", "Objectivist Fundamentalist", "Secular Fundamentalism" e "Economic fundamentalism". Assim é possível propor o "Free Software Fundamentalism", que na verdade já tem 44 ocorrências no Google, onde quase todas são exemplos do uso pejorativo do termo. Na prática não seria inteligente usar o termo, embora correto, pois é mais um que já ganhou seu significado popular por conta de sua bagagem cultural, que não é pequena. Por exemplo, o termo "hacker" está aos poucos sendo resgatado, mas fundamentalismo seria difícil demais, ao menos se fosse criado um grupo fundamentalista para o resgate do significado real do fundamentalismo, tudo isso considerando a veracidade nas linhas da wikipedia :) > Ter ideologia não tem nada ver com ser ou não ser um "fundamentalista de > mercado" (se é que isso existe). Todos, até o ser humano menos instruído tem > uma ideologia. Desde quando ideologia também significa o conjunto básico de > idéias que norteiam um indivíduo ou uma sociedade. O nosso conceito de certo > e errado faz parte da nossa ideologia, por exemplo. Então, todos tem uma, > independente de qual seja (e sei que vc sabe disso). Eu penso que há um detalhe que faz toda a diferença entre achar algo certo/errado e ter uma ideologia. É exatamente o fato de agir fielmente ao que se "acha". Por isso é tão difícil ter uma ideologia. É mais fácil se dar o papel de tolerante e flexível do que admitir fraqueza. Eu acho errado usar software proprietário. Eu uso um firmware proprietário. Quais são minhas opções? Várias. Qual é a mais cômoda? Usar o firmware e dizer pro mundo que não adianta ser radical. Qual a mais honesta? Eu não tenho competência nem interesse em desenvolver um driver livre ou comprar outro hardware que me permita jogar fora o firmware porque minha ideologia não é suficiente pra garantir que eu não renuncie aos meus valores diante de qualquer circunstância. > Então parabéns a MS e a UNEB pela conquista e que essa iniciativa traga > algum progresso pro mercado do estado (que na minha opinião ainda é bem > provinciano). Acho que agora o que deveria estar sendo debatido aqui é: se > achamos que temos algo melhor a oferecer, o que pode ser feito? O que temos > a oferecer às mentes que estão entrando na Universidade e que pode ser > melhor do que a MS pode fazer. Não acho que o discurso de "Software livre é > melhor e pronto" seja a melhor solução. Querendo ou não, isso é uma > competição e os adversários estão trabalhando pra ganhar. Eu me limitei a escrever somente sobre algumas falhas de conceitos que percebi neste email, pois o último parágrafo acima não permite mais do que isso, segundo a premissa que tenho levado muito a sério: "contra negantem principia non est disputandum" (não se deve disputar/discutir com quem nega os princípios - ou seja, se os valores são opostos, o resto da discussão torna-se inútil) abraços, -- Tiago Bortoletto Vaz 0xA504FECA - http://pgp.mit.edu http://tiagovaz.org "É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer." Rondó da Liberdade, Carlos Marighella |
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