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Re: Software livre no Seriço de Apoio Jurídico (SAJU-UFBA): msg#00200

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Subject: Re: Software livre no Seriço de Apoio Jurídico (SAJU-UFBA)

Eis a discussão completa do assunto, com alguns cortes referentes a questões internas do SAJU. Daí o pedido de apoio que fiz anteriormente: de que forma o PSL-Ba pode ajudar no processo de migração do software dos computadores do SAJU para SL?
 
[]'s
Manolo
 
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De: Rafael
 
Pessoal:
 
Trago neste e-mail fatos desagradáveis, mas que devem ser tornados públicos. Desde desembro de 2005 que o gt-info tem notado uma má utilização dos computadores do saju. E em pelo menos um dos casos parece ter havido má-fé de algum sajuano.
 
Explico:
 
Foi identificado no SAJU 1 a instalação do navegador  da internet Mozilla Firefox. Se o fato se resumisse unicamente na instalação do navegador, seria de menor malefício, mas a instalação foi deliberadamente escondida. Foi renomeado a pasta de instalação, para que não pudesse ser facilmente localizada, a pasta de atalhos foi movida para o grupo acessório e o atalho de desktop foi deletado. O programa foi prontamente deletado. Explico agora porque não é necessário a instalação do firefox no saju. O internet explorer não omelhor navegador disponivel no mercado, o próprio firefox, o opera e outros são superiores ao Internet explorer, mas a maioria das pessoas não é usuário avançado de computador e estão familiarizados com o IE. A maioria dos sites da net são desenhados para o IE, então atualmente o melhor custo beneficio dos navegadores para redes de usuários padrão é o Internet explorer. Além do mais o GT-info poderia pensar que a instalação de outro navegador seria para burlar o bloqueio a certos sites da internet. Em suma se acreditam que o firefox é melhor opção que o IE, enham ao GT-Info e proponham a mudança, mas não o instalem mais.
 
O segundo fato foi a instalação do messenger 7.0 no saju 2. Gostaria que a pessoa que o instalou se manifestasse e explicasse a necessidade do saju ter o messenger em seus computadores. Esse programa é um ótimo dispersador de atenção, podendo desviar a finalidade do plantão e ocupar por um tempo precioso os computadores do saju. essa instalação foi feita as claras, apenas foi deletado o icone do atalho, mas ele estava iniciando automaticamente, portanto quem o fez, deve ter feito na boa-fé. Entretanto o GT-info não acredita em qualquer beneficio do messenger para o saju. Se alguém pensa diferente, podemos ouvir o ponto de vista e se for convicente, mudaremos a postura. Até lá não instalem o messenger.
 
Por fim, quem estiver a fim de usar os pcs do saju para ver sites de putaria, não o faça. Não existe bloqueio eficiente o bastante para coibir a infinidade de sites pornográficos da net. Então não acessem, não contribui nada para a entidade. Em horário de plantão inclusive é passivel de advertencia. Em outros horários é quase impossivel o controle, então fica na consciência de cada um.
 
Qualquer dúvida contatem o GT-Info.
 
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De: Manolo
 
Pois o GT Info pode considerar aberta a discussão sobre a migração total dos sistemas operacionais dos computadores do SAJU para sistemas operacionais baseados na plataforma GNU/Linux.
 
Achei sinceramente terrível que o GT de Informática de uma entidade com os princípios e objetivos do SAJU tenha com o software livre uma postura como a que está na mensagem anterior, especialmente numa época em que as empresas de software proprietário (principalmente a Microsoft) estão jogando duro e sujo contra o software livre, e quando a própria UFBA está sendo mais rigorosa com instalações irregulares de software e tendo mais gastos com licenças de software proprietário.
 
Ao invés de se pensar em alguma ação concreta para que se promova a migração de um software de baixa qualidade como o Internet Explorer - e os demais da Microsoft - para softwares livres de melhor qualidade (e que não tem interface tão diferente do IE, não tem tantas diferenças para o usuário final), o que o GT Info faz - pelo menos é o que transparece na mensagem anterior - é usar a separação falaciosa entre "usuários avançados" e "usuários comuns" de computadores para manter programas da Microsoft rodando nas máquinas do SAJU, quando nem de longe isso se aplica ao programa apagado (Mozilla Firefox - v. mais sobre o programa em http://pt.wikipedia.org/wiki/Firefox - http://www.mozilla.org.br/).
 
[]'s
Manolo
 
P.E.: quem quiser entender melhor o que é software livre e outras coisas do tipo pode acessar estes sites e páginas:
 
"Software Livre" (Wikipedia): http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
"O que é software livre" (Projeto Software Livre - Bahia): http://twiki.im.ufba.br/bin/view/PSL/OQueESL.
"Por que usar software livre" (Projeto Software Livre - Bahia): http://twiki.im.ufba.br/bin/view/PSL/PorqueUsarSL
"Quem usa software livre" (Projeto Software Livre - Bahia): http://twiki.im.ufba.br/bin/view/PSL/QuemUsaSL
Portal de software livre do Governo Federal: http://www.softwarelivre.gov.br
Projeto Software Livre - Brasil:http://www.softwarelivre.org/
Projeto Software Livre - Bahia: http://twiki.im.ufba.br/bin/view/PSL
Manual de software livre da Cãmara Municipal de Salvador (que vai trocar todo o sistema de informática para software livre): http://www.cms.ba.gov.br/especiais/apostila_linux.pdf
 
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De: Emília
 
Além do já exposto por Manolo gostaria de acrescentar algumas coisas em relação ao e-mail que foi assinado como GT - INFO:
 
1 - Em primeiro lugar, mas não pela primeira vez, volto a dizer que não é uma atitude razoável sair supondo a má-fé de pessoas sem antes escutá-las. Sinceramente, não entendo quase nada de computador, e não sei até que ponto é danoso instalar ou não um firefox ( que pra ser sincera tb não sei bem o que faz). Mas sei que antes de fazer suposições sobre a má-fé da pessoa que o instalou numa lista aberta de e-mails de uma entidade é necessário , no mínimo escutá-la. (...)
 
3 - Como não sou muito conhecedora das questõesde informática, acredito que seja importante esclarecer e aprofundar as discussões sobre questões como o software livre na entidade...
 
atenciosamente,
Emília
 
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De: Gondo
 
Emília, salvo engano as disposições sobre o uso do MSN (e outros recursos de informática) foram decididos em reunião-geral, e podem ser objeto de reformulação a qualquer tempo. O que não se pode é alguém passar por cima do que já foi decidido previamente, senão vira bagunça.
 
Quanto ao incidente com o firefox, eu acabei de conversar com Brito, e pelo que ele me narrou pode até que não exista má-fé, mas tanto eu quanto ele achamos estranho que alguém instale um navegador no SAJU1 quando já existe outro, e ainda modificar os nomes das pastas onde o programa foi instalado. Como já existiram outros casos de uso do pc do saju para acesso a conteúdo pornográfico, é possível que o programa tenha sido instalado justamente para burlar as proteções de conteúdo que o gt-info programou no explorer. (...)
 
Existe um grupo de trabalho no SAJU onde questões como a do software livre podem e devem ser discutidas, o GT-UNI. A participação é livre, todos podem tomar parte. É só se interessar.
 
atenciosamente,
 
Gondo
 
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De: Valdemiro
 
Oi Gustavo e sajuanos,
 
Acredito que o caso é uma boa oportunidade para que a discussão sobre o software livre (e para além dele, a própria luta anticorporativa) seja socializada dentro do SAJU (e não só dentro do GT-UNI), até porque contribuiria para o programa de formação da entidade (acrescentando debates novos e não burocratizando o cotidiano da entidade).
 
Criando um fórum mais amplo fica mais fácil trabalhar as questões na entidade (como um seminário ou uma rodada de oficinas, tenho certeza que o(s) grupo(s) que debate(m) software livre na cidade e faz(em) alguns eventos não teria(m) qualquer restrição a priori, fora as questões de local e horario...), deixar para discutir somente no GT é limitado pra mim, até por que muitas pessoas tem restrições de horarios, e criando uma espaço de um ou dois dias pode-se ter um público maior (até da propria faculdade, já que pra mim não deve estar restrito aos sajuanos). Assim vamos entender até que ponto instalar o firefox no computador do SAJU ou regulamentar coletivamente as restrições é útil para entidade ou não, de forma a contemplar um conteúdo educacional mínimo e contribuir para levantar a temática.
 
Acho que tentar trabalhar coletivamente as questões leva a diminuição do discurso das penalidades e do errado, além de trazer mais pessoas pra participar do GT-UNI, já que sai do âmbito administrativo para travar discussões no plano social.
 
Saudações sajuanas, 
 
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De: Emília
 
Gondo,
 
Estava presente  na reunião geral que decidiu sobre a política de uso dos computadores do SAJU e se bem me lembro a decisão da reunião geral foi que a política geral seria a da não instalação de programas desenessários nos computadores, até para que não ficassem lentos.
 
Note que esta decisão não implica que somentre o GT-INFO poderá instalar os programas nos computadores do SAJU, o que seria surreal, já que todas\os sajuanas\os podem ter livre acesso aos computadores. Muito menos na discricionaridade do GT-INFO de determinar que programas são oou não são necessários para a entidade, que , como todas as demais decisões da entidade, será decidido em reunnião geral.
 
Quanto a questão da má-fé. Se vc quiser se posicionar e fazer juizos de forma pública sem nem ao menos escutar as pessoas as quais seus julgamentos são direcionados, é seu direito e vc deve arcar com as consequencias. Mas é completamente diferente vc se posicionar num e-mail assinado por vc, do que o GT-INFo - comissão institucianal, criada em reunião geral e que deve seguir os encaminhamentos desta - sair fazendo suposições.
 
Note que o problema não é que as pessoas pessoalmente expressem seus juizos de valores, o problema é que se utilizem de meios institicionais, atas como atas de reuniões gerais ou emails assinados por uma comissão que deve seguir os encaminhamentos das reuniões gerais, para fazê-lo. Isso sim é problematico, pq neste caso vc coloca o peso institucional num juizo de valor que não é institucional.
 
Eu, por exemplo reluto em acreditar que um(a) sajuana\o tenha instalado um programa de computador no SAJU de má-fé! E até escutá-la\o não gostaria que a entidade veiculasse este tipo de suposição através de um e-mail assinado por um GT da entidade...(...)
 
Por fim, mas não menos importante, a discussão do software livre não deve ser feita no GT-INFO, mas sim na reunião geral. É uma discussão politica e deve ser feita na instância política da entidade não em comissão com funções meramente administrativas...
 
atenciosamente,
Emília
 
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De: Manolo
 
Gondo (e responsáveis pelo GT Info),
 
da instalação do Firefox não dá para inferir a intenção de quem o instalou, muito menos que ela tenha sido de acesso a sites pornográficos. Isso não se justifica de forma alguma, até por uma coisa que aprendemos em sala na faculdade: o princípio da presunção de inocência (não dá para dizer A, B ou C fez ou deixou de fazer certa coisa, nem adivinhar sua intenção, sem indícios ou provas que assim o indiquem). O GT Info, enquanto comissão institucional do SAJU, deveria respeitar este princípio mínimo antes de atirar más-fés para todos os lados, abstendo-se de suposições quanto à intenção de quem instalou o Firefox; deveria também - consideração pessol, e não crítica institucional - agir enquanto comissão realmente democrática, comunicando o SAJU da instalação do Firefox e abrindo o debate sobre qual o melhor programa para a entidade, mesmo tendo sido instalado anonimamente. Afinal, como já creio ter demonstrado e o próprio GT Info o reconhece, o Firefox é melhor que o Internet Explorer, e não é justificável para um GT de Informática manter nos computadores programas de pior qualidade quando há um melhor instalado.
 
Se se tomam as considerações de A, B ou C como diretrizes para o funcionamento do GT Info, ao invés de diretrizes institucionais - como se fez no caso, quando Gondo (que não sei se participa do GT Info) acha "estranho" a instalação do Firefox e o GT Info acusa de "má-fé" quem instalou o Firefox e o desinstala com critérios questionáveis - caso eu participasse do GT Info e usasse meus próprios critérios pessoais para avaliar a instalação do Firefox poderia tranqüilamente inferir, por exemplo, que alguém resolveu usar um navegador de melhor qualidade, e inclusive, ao invés de achar estranho, acharia fantástico que alguém houvesse contribuído para a difusão do sftware livre, mesmo anonimamente. (...)
 
Quando toma partido pelo Internet Explorer - e pelo software proprietário contra o software livre, ao desinstalar o Firefox - o GT Info desconsidera estas estatísticas (o Firefox, sozinho, representa 25% do mercado de navegadores, sendo que o Internet Explorer já vem com o Windows), e ainda reproduz um preconceito bastante comum contra o software livre: de que é complicado demais de usar. Como o GT Info demonstra conhecer tanto o Firefox quanto o Opera e outros navegadores, sabe perfeitamente que a interface do Firefox (aquilo que aparece na tela e permite "dialogar com a máquina": botões, janelas, menus, etc.) é bastante semelhante à do Internet Explorer. Diversos telecentros já usam o Firefox como navegador padrão, e o caso deles é ainda mais grave que o do SAJU: são dezenas ou centenas de usuários por dia, com os mais diversos graus de conhecimento de informática, todos usando o Firefox e outros softwares livres sem maiores problemas. Para um exemplo concreto disso, basta descer à Faculdade de Educação da UFBA, no Vale do Canela, e ver os Tabuleiros Digitais instalados nos os pátios internos do prédio: todos os computadores usam Firefox, e o sistema operacional de todos eles é baseado na plataforma GNU/Linux.
 
A instalação do Firefox com outros nomes de pasta pode ter se dado pelos mais variados motivos, dos quais gostaria de listar alguns - totalmente hipotéticos:
 
a) hábito de instalar programas "para si" em computadores de uso coletivo (por mais esquisito que pareça, há quem queira ter um programa "só meu" em computadores coletivos, e não é a primeira vez que vejo isso acontecer);
b) corte de caminhos burocráticos (procurar o GT Info, discutir a instalação do Firefox e proceder à instalação pode parecer um caminho longo demais para quem pode apenas baixar o navegador na internet e instalá-lo);
c) receio de que alguém desinstalasse o programa (bastante justificável);
d) aversão à participação em instâncias coletivas da entidade (o GT Info pode parecer algo tão complicado quanto uma reunião geral, que gostaria de ter confirmação se continuam com baixa freqüência de sajuanos/as);
e) ocultamento de um programa usado para acesso a sites de pornografia (o que é também uma hipótese provável, mas continua sendo apenas uma hipótese).
 
Enfim, todas estas hipóteses são e continuam sendo apenas hipóteses, tão prováveis como qualquer outra antes que se saiba a real intenção de quem instalou o Firefox. Assumir qualquer uma delas como certa, em especial a que inclui a má-fé de quem instalou o Firefox, pode ser um péssimo indicativo das intenções de quem está no GT Info - para usar o mesmo procedimento de imputação de intenções a partir de fatos.
 
Mas isso não é o que achei mais grave, além das questões de fundo que Emília e Valdemiro já levantaram. A pior parte, repito, é que o GT Info, responsável pela política de informática da entidade (gestão da rede, manutenção das máquinas, sugestão de novos softwares, etc. - digo isso na falta de conhecimento mais específico de suas funções e limites institucionais) se omita na discussão da propriedade intelectual de software. Ou pior, que este GT Info tome partido do software proprietário - pela retirada do Firefox em favor do Internet Explorer - sem consultar ou esclarecer a comunidade de usuários cujas máquinas gerencia sobre as diferenças entre software proprietário e software livre, das táticas da Microsoft na "guerra dos navegadores", das vantagens do software livre tanto para o SAJU quanto para a UFBA, dentre outros tópicos no debate - político - entre software proprietário e software livre.
 
Um exemplo das vantagens do software livre: diferentemente do Windows e dos programas da Microsoft, o software livre é adaptável às máquinas onde é instalado. Como a maioria das máquinas do SAJU é antiga, rodam versões do Windows e outros programas da Microsoft que as tornam lentas, causam reclamações e tornam necessária a mudança de máquinas, aquecendo a indústria de hardware (placas-mãe, processadores, memória, etc.). Os programas da Microsoft (e demais softwares proprietários) têm que ser instalados como vieram, na configuração mínima que exigem; do contrário, tornam o computador muito lento, ou sequer podem ser rodados. Praticamente todos os softwares livres podem ser adaptados à configuração de cada máquina e melhorar sua performance, deixando-as mais rápidas e funcionais que com software proprietário. Há inúmeras outras vantagens, mas deixo essa como aperitivo.
 
Creio que depois dessa discussão toda valha a pena preparar um evento para esclarecimento dos/as sajuanos/as sobre o assunto, não?
 
[]'s
Manolo
 
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De: Rafael
 
Pessoal:
 
Até nova reunião do GT-Info, não haverá manifestações do GT.
 
Entretanto fica a minha manifestação pessoal.
 
Eu não presumi má-fé no caso do firefox. Eu tenho certeza de que foi má-fé. Sustento o parecer anterior em qualquer instância, e se o rsponsável pela instalação se manifestar, não consiguirá derrubar o fato de que a instalação foi deliberadamente escondida. Esse tipo de atitude não deve se repetir e portanto fica mantido o peso institucional da noticia. (...)
 
Voltando ao GT-Info, a reunião geral aprovou o regimento e o projeto do GT, que visava desafogar a reunião geral de questões técnicas ou que exigissem um maior amadurecimento das idéias, logo criou-se o GT. Simples assim. A discrecionariedade é garantida ao gt, que é aberto e só não conta com mais participantes, porque ninguém quer participar. o GT escolhe o conjunto de softwares necessários, baseando-se na necessidade do momento. Se a necessidade muda, o GT responde prontamente, enquanto não se demonstrar a necessidade de um determinado software não disponivel nas máquinas, não será instalado. Discordãncias que não possam ser resolvidas dentro do GT, irão a reunião geral. Ou seja descentralizamos os trabalhos para permitir a maior participação de pessoas, ou se esqueceram que as reuniões não tem passado por momentos de grande entusiasmo?Quanto aos softwares livres, fica só uma pergunta:COMO UM GT QUE CONTA OFICIALMENTE COM 3 MEMBROS vai conseguir viabilizar um debate intenso com o saju, e a comunidade e ainda realizar a migração para um ambiente opensource? Se há sajuanos querendo fazer parte do GT e realizar essas coisas, que se manifestem e assumam a tarefa.
 
Além do mais a coisas mais urgente e importantes que realizar debates sobre o software livre.
 
Por hora é o fim.
 
+++++++++++++++++++++
 
De: Manolo
 
Rafael,
 
à parte as questões de fundo que demonstram sua formação autoritária (para usar o mesmo tipo de inferência que você usa no caso Firefox), gostaria de comentar algumas de suas afirmações.
 
"o GT escolhe o conjunto de softwares necessários, baseando-se na necessidade do momento. Se a necessidade muda, o GT responde prontamente, enquanto não se demonstrar a necessidade de um determinado software não disponivel nas máquinas, não será instalado. Discordãncias que não possam ser resolvidas dentro do GT, irão a reunião geral."
 
Que o GT escolha os softwares isso é plausível até certo ponto, mas o que impede o GT Info de apresentar esta escolha ao SAJU como um todo quando há outras questões que não são somente técnicas por trás desta escolha? Creio já o haver demonstrado o suficiente, então não retornarei ao assunto "software livre vs. software proprietário". Sem contar que mesmo tecnicamente - e você o reconhece - a escolha do IE contra o Firefox é equivocada. 
 
"COMO UM GT QUE CONTA OFICIALMENTE COM 3 MEMBROS vai conseguir viabilizar um debate intenso com o saju, e a comunidade e ainda realizar a migração para um ambiente opensource? Se há sajuanos querendo fazer parte do GT e realizar essas coisas, que se manifestem e assumam a tarefa."
 
Ou seja, você admite, enquanto membro do GT, que não tem o menor interesse em fazer a migração, é isso mesmo que entendi? Porque o que não falta são contatos para fazer a migração. Se ao invés de colocar obstáculos a determinadas ações e demandas você procurasse se informar antes de falar o que quer que seja, com certeza teria observado que já contatei o Projeto Software Livre - Bahia sobre a migração, e desde já informo que estou também contatando outras pessoas não ligadas ao PSL-BA para ajudar o GT no processo. (Inclusive os comentários à mensagem do GT Info enviada a partir de seu email não tem sido dos melhores.) 
 
"Além do mais a coisas mais urgente e importantes que realizar debates sobre o software livre."
 
Tenho que pedir que você as cite, uma a uma. A migração é uma demanda posta para o GT desde minha primeira mensagem sobre o assunto, e gostaria de saber o que há na agenda do GT Info que a impede. Do contrário, sem problemas, o caso pode ser levado à Reunião Geral - inclusive no que diz respeito à "discricionariedade" de um membro do GT afirmar publicamente que tal ou qual demanda posta para o GT é mais importante que a outra sem que se fundamente esta posição. Lembre-se que, enquanto membro do GT Info, comissão institucional do SAJU, é difícil separar o que é pessoal do que é institucional, então peço um pouco mais de cuidado com essas afirmações.
 
[]'s
Manolo
 
+++++++++++++++++++++
 
De: Rafael
 
O firefox é melhorqu o IE? Claro que é. O Opera é melhor que o IE? Também é.São a melhor solução para o SAJU? Não sei. Talvez. Quem sabe?
 
O calcanhar de aquiles do opensource é o suporte e a compatibilidade.Além do mais o debate não pode ser levado para a luta do bem X o mal.Não se iludam com defesas apaixonadas do software livre ou da luta anti-coporativa. A escolha de um determinado programa leva a uma análise de dezenas de variáveis e depois de escolhe-lo e usá-lo, há a questão crítica da manutenção. Que oferece manutenção a UFBA? o HelpDesk. Quais os softwares que a ufba usa? Padrão Microsoft na maioria. Nós somos obrigados a seguir o padrão ufba? Não. Mas tem sido um ótimo redutor de custos estarmos insridos no ambiente windows, utilizando sem ônus para o SAJU os serviços da Helpdesk e adquirindo programas legalmente registrado (licenças fornecidas pela ufba e pela microsoft). Dentro de uma realidade de pouca participação das pessoas nas questões do saju, foi e é a melhor solução utilizarmos o padrão windows.
 
No entanto... pra que gastar energia mudando o que está estável e fucionando, quando precisamos de esforço conjunto para outros assuntos.
 
Esse debate está muito fora de foco pra mim.


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"Sempre que ouço a palavra cultura
saco meu talão de cheques
saco meu revólver."
- Fellini, "Cultura"
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