José,
A princípio um servidor pode suportar muito mais do que 100 alunos.
Talvez você quisesse dizer umas 100 conexões ao mesmo tempo... Mas
mesmo essa concorrência pode ser facilmente administrada pelo Linux.
Se enxergarmos uma rede como uma estrutura que administra SERVIÇOS,
temos diversos tipos de serviços que podem ser oferecidos, cada um com
suas características de acesso, necessidades de software/harware,
demandas e consumo de recursos.
Isso torna o servidor uma estrutura modular e "escalonável", isto é,
novos serviços podem ser adicionados dependendo da disponibilidade de
hardware, número de alunos e da capacidade física da rede.
Por exemplo, se a conexão com a internet é lenta num primeiro momento.
Um proxy pode guardar as páginas mais acessadas e um firewall pode
limitar o acesso a outras cujo excesso de uso prejudique o desempenho
global da rede (baixar MP3, por exemplo).
Para compensar a baixa velocidade da rede externa, o proxy e um
repositório multimídia local teriam que ser bem dimensionados. Os dois
poderiam funcionar na mesma máquina e dar conta da demanda interna da
escola. A máquina para este serviço é pouco potente (talvez até 1 ou 2
XOs em paralelo dessem conta), mas o HD e o sistema de backup são bem
críticos.
Outros serviços, como banco de dados e processamento centralizado
(streamming de vídeo e modelagem 3D em tempo real, por exemplo) exigem
máquinas bem mais potentes.
O que quero dizer é que seviços básicos que cobrem as principais
necessidades das crianças podem ser oferecidos de maneira imediata com
servidores simples e baratos. A medidda que a escola for absorvendo
novos usos e tendo novas necessdiades, outros serviços mais complexos
podem ser implementados, num aprendizado conjunto entre tecnologia e
escola.
Arrisco a dizer que os mesmos alunos que montaram o primeiro servidor
e o mantêm, podem dimensionar implementar os novos serviços, de
acordo com as necessidades da escola.
Cada nova experiência neste sentido gera um novo debate e material
para outras experiências em outras escolas.
O que acham?
Um abraço,
jaime.
Em 22/03/07, José Antonio<joseantoniorocha@xxxxxxxxx> escreveu:
Da wiki OLPC:
> Unlike the laptop, the manufacturing collaboration will not be exclusive.
Individual countries will be free (even encouraged) to design and
manufacture their own school servers running derivatives of the OLPC school
server software.
Isso deve amansar a indústria brasileira de informática. Se cada servidor
tiver capacidade para 100 alunos, serão necessários 600 mil servidores para
sustentar os 60 milhões de laptops educacionais do Brasil. Uma média de três
servidores por escola. Por ano, a indústria terá de fornecer 120 mil
servidores ao custo de uns 500 reais cada. Um negócio de 60 milhões de reais
por ano.
Também dá margem a que o Brasil use, por exemplo, o gerenciador de
aprendizado Amadis, do LEC-Ufrgs , em vez do Moodle, como vem sendo estudado
pelo OLPC.
#end--
nome: "José Antonio Meira da Rocha" tratamento: "Prof. MS."
atividade: "Pesquisa e aprendizado em mídias digitais"
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Jaime Balbino Gonçalves da Silva
Designer Instrucional e Consultor em sistemas de ensino
Gestão, automação e adaptação em EAD
Pedagogo e Técnico em Eletrônica
Campinas, SP - Brasil
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