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Grid computing usa processamento ocioso de PCs para rodar aplicações: msg#00015

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Subject: Grid computing usa processamento ocioso de PCs para rodar aplicações

aí galera de rede, mão na massa!!! Essa tendencia é
forte em empresas que processam um grande volume de
dados e para isso existem poucos profissionais no
mercado.

abraço


http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2006/09/01/idgnoticia.2006-09-01.4678136225/IDGNoticiaPrint_view


Grid computing usa processamento ocioso de PCs para
rodar aplicações
(http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2006/09/01/idgnoticia.2006-09-01.4678136225)
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 06 de setembro de 2006 às 07h00
Atualizada em 06 de setembro de 2006 às 08h29

São Paulo - Conheça a tecnologia conhecida como
computação distribuída, que faz uso inteligente dos
PCs da empresa quando não estão "trabalhando".

Nascido no berço da pesquisa científica, o grid
computing, ou como preferem alguns, a computação
distribuída, começa a dar seus primeiros passos no
mundo corporativo. A tecnologia, conta Cesar Taurion,
gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM, foi uma
resposta a um dos problemas mais comuns no meio
acadêmico: a escassez de verba para pesquisa.

Nos anos 90, após perder seu financiamento
governamental, um projeto norte-americano que buscava
por sinais de vida inteligente em outros planetas - o
SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) -
teria, segundo Taurion, apostado na abordagem da
computação distribuída para não abandonar suas
pesquisas.

No lugar de supercomputadores protegidos pelos muros
dos institutos de pesquisa, os cientistas passariam a
contar com milhares de computadores comuns de
voluntários, espalhados pelos locais mais variados do
mundo, para processar pequenos pacotes de dados vindos
do espaço, nos períodos de ociosidade do sistema, e
devolver os resultados aos pesquisadores.

?A idéia é que em vez de uma pessoa fazendo dez
contas, você tem dez pessoas, cada uma fazendo uma
conta. Quem resolve mais rápido? Na prática, são
várias estações em rede rodando porções diferentes de
uma mesma aplicação?, define Taurion.

A capacidade de combinar o poder de processamento
distribuído em diversas máquinas para realizar tarefas
que exigem mais do hardware é comumente confundida com
o conceito de cluster de servidores, que também
envolve equipamentos interligados - de novo, a idéia
da ?união que faz a força?.

Porém, enquanto no cluster todos os recursos do
hardware passam a ser enxergados como um único
supercomputador, somando-se recursos de memória,
armazenamento e processamento, no grid a capacidade
permanece segmentada, o que se fragmentam são os
pacotes de dados a serem processados durante os
períodos de ociosidade do sistema.

?Por isso, o processo de adoção está mais maduro nas
organizações que têm aplicações que podem operar
paralelamente. Empresas que fazem análises sísmicas,
simulações meteorológicas e financeiras, por exemplo?,
aponta Taurion.

O processo é gerenciado por meio de uma
infra-estrutura de software que distribui os ?pacotes?
de dados - o chamado middleware. Para Taurion, neste
segmento já há soluções disponíveis, o que faltam são
aplicações na ponta, que permitam adaptar esse poder
de distribuição do processamento à necessidade das
empresas.

?Imagine o que significa para uma empresa de
telecomunicações poder reduzir de uma semana para um
dia o processo de fechamento das faturas dos seus
clientes. É de uma economia de tempo desta escala que
estamos falando quando se adota grid?, exemplifica
Taurion.

?O grid é mais uma das repostas tecnológicas à demanda
crescente no mercado por distribuir as cargas de
trabalho de forma mais eficiente pelo hardware,
simplificando o gerenciamento e diminuindo os custos?,
resume Reinaldo Roveri, analista da IDC Brasil.

Embora ofereça tais benefícios, o grid só agora começa
a ser percebido como uma solução para aplicações
comerciais mais tradicionais - e não apenas uma
aplicação do mundo acadêmico -, segundo um estudo da
Insight Research. A consultoria aponta alguns marcos
atingidos no último ano que atestam esta tendência.

Entre eles estão a escolha por grandes empresas de
telecom - incluindo a British Telecom e a Telefônica -
de parceiros de software de middleware para grid para
a criação de serviços baseados na tecnologia; um
número de empresas iniciantes de grid que receberam
investimentos de grupos de capital de risco; e a
implementação de projetos de grid parciais ou
experimentais em uma série de grandes companhias.

Por outro lado, a consultoria lista também alguns
empecilhos para a adoção do grid nas empresas. Segundo
a pesquisa, ainda faltam modelo estáveis de aplicações
não-acadêmicas de grid para serem usadas como
referências. Além disso, na ciência os grids já cruzam
as fronteiras das organizações, enquanto no mundo
corporativo o grid fica amarrado atrás dos firewalls
de um endereço físico da empresa - há apenas alguns
exemplos de grids espalhados por mais de um ponto de
presença física da mesma empresa.

Ainda assim, o relatório aponta para uma forte curva
de crescimento do mercado de grid nos próximos cinco
anos. A estimativa é que o setor, que neste ano deve
movimentar 1,8 bilhão de dólares, cresça, em 2011,
para cerca de 24,5 bilhões de dólares.

De acordo com o Insight, alguns mercados devem fazer a
transição da fase experimental para os projetos de
fato com maior antecedência - entre eles, o de
engenharia técnica, o de farmacêutica e, em menor
escala, o financeiro.

Para Roveri, da IDC, a tendência é que os provedores
de infra-estrutura terceirizada sejam os primeiros a
empregar a tecnologia no Brasil, mesmo que de forma
transparente ao usuário. ?Os benefícios ficam mais
claros para empresas negócio principal é a própria
tecnologia?, justifica o analista.

Além disso, Taurion, da IBM, chama atenção para um
fato importante: ?Grid não é para todos?. A tecnologia
será tão mais útil quanto maior for o volume de dados
e a necessidade de agilidade da empresa que a adotar.
Cabe fazer as contas para saber se o benefício
compensa os custos.



Rafael de Melo Rossi
rafaelmelorossi-/E1597aS9LRfJ/NunPodnw@xxxxxxxxxxxxxxxx
Cel: 9608-6148
Msn: rafaelmrossi-PkbjNfxxIARBDgjK7y7TUQ@xxxxxxxxxxxxxxxx

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