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Relógio movido a Linux que faz tudo Outro protótipo imperdível do Industry Solutions Lab da Grande Azul é o Linux Watch. Isso mesmo, é um relógio movido a Linux embutido. O display é um pouco grande por causa da bateria, mas em compensação o gadget não é só relógio: tem infravermelho, bluetooth, é touchscreen, pode usar vibracall, serve para mudar telas de uma apresentação, puxa ligações e mensagens de celulares (tem microfone embutido), e pode guardar dados ? números de documentos, cartão de crédito, histórico médico e assim por diante. Tem mais. Por exemplo, um software de reconhecimento de voz e tradução automática (falada) para outra língua (na demo, inglês/chinês). Muito interessante para emergências médicas com pacientes de diversas nacionalidades ou para ajuda humanitária internacional. É possível dizer ao software (em inglês): "o senhor tem uma fratura no fêmur e preciso levá-lo ao hospital" e o computador repete a mesma frase em chinês. A tecnologia não é infalível, pois pode ser afetada pelo sotaque e, dependendo das bibliotecas com que é alimentada, interpreta de modo diferente o que se diz. Mas já é um começo. Foi possível observar ainda um protótipo de loja de roupas onde uma câmera projeta nas paredes ou no chão imagens que se tornam touchscreen (uma segunda câmera monitora os movimentos das pessoas, com a ajuda de um software de reconhecimento de gestos, e troca de tela na hora do toque). Assim, dá para saber coisas como modelos e tamanhos disponíveis de uma roupa, quantidade em estoque, alternativas e por aí vai. Outra aposta em Hawthorne são as etiquetas de identificação via radiofreqüência (RFID), de que mestre B. Piropo já andou falando aqui no caderno. Mas etiquetas ativas , que verificam, por exemplo, se um determinado paciente está na sala de cirurgia certa (e, se não estiver, avisam o médico e a central de atendimento do hospital). Elas também serviriam ? pelo menos de acordo com a demo, que foi baseada em aplicações médicas ? para monitorar o tempo que residentes passam dentro do hospital, avisando ao médico responsável caso haja gazeteiros na turma. Até engarrafamentos podem inspirar uma tecnologia Por fim, a IBM também estuda a autenticação de voz (já usada por algumas instituições financeiras lá fora), em que um sistema faz perguntas para identificar um cliente; se não consegue, envia-o a um atendente. Jay Murdoch, do ISL, explica que a idéia das transações on-demand e da colaboração embutidas na estratégia de padrões abertos da Grande Azul está baseada em estudos que levam em consideração alguns fenômenos do cotidiano. Por exemplo, os engarrafamentos que acontecem todos os dias no fim da tarde. ? Se todos os carros andassem à mesma velocidade, todos chegaríamos ao destino na hora. Mas sempre queremos ir mais rápido, daí as retenções. O mesmo se aplica a uma cadeia de suprimentos, e pode ser resolvido por um sistema que monitore isso ? diz. Outra ferramenta do futuro são os metadados, isto é, dados que explicam dados. Eles permitem aos sistemas buscar as coisas pelo seu significado, e não apenas pela palavra que as designa. Um exemplo disso é a estrutura do XML. ? Os metadados são a chave para a integração de sistemas: uma busca mais semântica e menos sintática. (AM) |
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