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por falar em Linux (Linus Torvalds): msg#00024education.brazil.infoestacio
Um programa para o carro chamado Sally. E nanotubos que têm o poder Aliás, por falar no sistema de Linus Torvalds, Erich Clementi, diretor-geral da IBM Systems, ao anunciar o gigantesco z9, não perdeu a chance de dizer que o Brasil é um dos mercados de mainframes com Linux que mais crescem no mundo. ? Vendemos no ano passado mais do que vendemos nos 16 anos anteriores ? revela Mário Santos, diretor de vendas da zSeries na América Latina. É a ressurreição do mainframe? O retorno ao Jurassic Park? Pode ser, só que nesse caso os dinossauros têm um certo jeito de... pingüim. E, apesar do gigantismo, podem voar em termos de performance. Isso não lembra, hum, Led Zeppelin? Ou Iron Butterfly? Vocês decidem. Muito além do desktop, o desafio hoje, segundo a turma da Grande Azul, é virtualizar o back-end das empresas, amenizando o peso da infra-estrutura. Não por acaso, a empresa lançou em NY a versão 2.0 de sua Virtualization Engine, para controlar com mais suavidade redes, armazenamento e servidores, e aposta numa comunidade Blade.org com vários parceiros, para desenvolver aplicações para servidores finíssimos, em lâmina (blade), que economizam espaço precioso. ? No fundo, é preciso fazer várias coisas pequenas parecerem uma grande (através dos clusters) e fazer uma coisa grande parecer várias pequenas (através de partições lógicas) ? resume Marcelo. Industry Solutions Lab: protótipos do futuro Outro aspecto do universo da Grande Azul é a pesquisa. No Industry Solutions Lab (ISL) em Hawthorne, na periferia de Nova York, foi possível observar alguns protótipos de tecnologias interessantes que podem chegar ao mercado nos próximos anos. Como o diálogo do cientista Jay Murdoch com Sally, sua assistente: ? Sally, você pode verificar como está o tráfego? ? Claro, Jay. Há algumas retenções no trecho até o aeroporto, mas nada grave. O trânsito está fluindo. ? E pode checar se meu vôo está na hora? ? É United Airlines 861, certo? Está previsto, e na hora. ? Obrigado. ? Jay, chegou um email aqui do Robert. Posso lê-lo para você? É urgente. ? Pode. ? "Oi, Jay. Encontre-me às três, e não três e meia, porque surgiu um imprevisto. Abraços, Robert". ? Ih, Sally, lembrei que preciso comer antes disso... ? Sei que você gosta de comida alemã, mas não há nenhum restaurante alemão por perto. Serve comida italiana? ? Pode ser. ? Então, anote: na saída do trevo de Hawthorne há uma pizzaria. ? Obrigado, Sally. Sally não é uma assistente comum. É um programa de computador com funções de telemática (a palavra quer dizer telecomunicações + informática). A voz de Sally ? cujo nome foi inspirado na música "Mustang Sally", de Wilson Pickett ? foi extraída de uma voz humana e é agradável e tranqüila. Nada daquela voz computadorizada padrão que às vezes vemos nos filmes. Segundo Jay, parte da solução de telemática da IBM demonstrada no ISL já é usada por empresas da indústria automobilística lá fora, como a Honda. Mas esta deliciosa demo foi só a cereja do bolo no laboratório ? na verdade, são oito ISLs ao redor do mundo, responsáveis por mais de 200 protótipos tecnológicos. Em Hawthorne pesquisam-se coisas como os incríveis nanotubos de carbono, que têm tudo para ser o futuro dos circuitos. ? Para se ter uma idéia de como a tecnologia evoluiu e foi se reduzindo ao longo dos anos, basta dizer quantos produtos tecnológicos você podia comprar em 1900 com mil dólares: 0,000001 coisa. Até 2020, seremos capazes de comprar 1.000.000.000.000 (um trilhão) de produtos de tecnologia com os mesmos mil dólares ? vaticina Jay. E o processamento? Se em 1995 ele era de 1 teraflop (teraflop = um trilhão de operações de ponto flutuante por segundo), hoje já estamos nas centenas de teraflops e não vai demorar muito para chegarmos aos mil. ? Não por acaso, a próxima geração de circuitos terá menos de 25 nanômetros (um nanômetro = um bilionésimo do metro) ? explica o cientista. É aí que entram os nanotubos de carbono. Induzidos, átomos de carbono se organizam em esferas (domos geodésicos, como um micro Epcot Center da Disney) e estas esferas, por sua vez, em tubos. Nesta disposição, tornam-se excelentes condutores de eletricidades, sem resistência, e são o material perfeito para circuitos e chips. ? Podem ser até cem vezes menores que os transistores. E também são cultiváveis quimicamente, o que seria extremamente valioso para a indústria ? afirma Jay. |
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