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Re: Rafael... da uma olhada nisso!!! Ou melhor... todos olhem!!!!: msg#00004

education.brazil.infoestacio

Subject: Re: Rafael... da uma olhada nisso!!! Ou melhor... todos olhem!!!!

Quem diria, heim!!!! Um site de busca com esse poder de fogo!!!
 
Não gosto da idéia de uma empresa controlar a internet, isso leva a muitos fatores ruins, mas gosto da idéia de alguem resolver tomar a iniciativa para modernizar a internet e não só ficar com essa lenga lenga que temos agora!!!
 
Toda a evolução da internet em 20 anos estacionou de uns 5 anos pra cá, todo mundo já sabe que os IPs vão acabar, mas ninguem move uma palha sobre isso, o IPv6 não surge para o povão, e as velocidades de acesso!! 128K é bom pra Streaming?? 
 
A cada ano mais e mais pessoas vão aderir a internet, se não me engano o Brasil é o país que tem mais horas de acesso por habitante. E olha que o acesso ainda está bem caro para a maioria da população.
 
Uma empresa como Google que surgiu de um site de busca e, cada vez mais rápido, se desenvolve e dá umas cabeçadas na gigante, é muito bom de se ver. Tomara que as outras acordem e resolvam melhorar o que tem, tirar os projetos da gaveta ou dos centros de pesquisa e botem no mundo.
 
Temos muito ainda o que desenvolver, e espero que com essas concorrencias as coisas aconteçam melhor, graças ao "Deus Mercado".
 
abraço
----- Mensagem Original -----
Para: Estácio
Data: Segunda, 01 De Agosto De 2005 03:19
Assunto: [infoestaciocf] Rafael... da uma olhada nisso!!! Ou melhor... todos olhem!!!!

 
Rafael,
 
Lembra de quando nos vimos aquele pequeno filme q mostrava como seria o mundo no futuro... e qual era a posição do google nesse futuro???? Pois bem, da uma olhada nessa materia!!! Eh filho.. ta quase virando verdade... rsrsrsrsrsr 
 
 
 
O GOOGLE NO CENTRO DA INTERNET?

Fonte:
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2460

30/05/2005 21:59
Google Accelerator é bom, mas traz questões

Imagine seu site de notícias pessoais com a mesma capacidade de visitas do
New York Times. Tudo isso pode estar perto de ser realidade, com um único
porém: a internet não será mais a internet, será apenas o Google.

Gustavo Mansur

Bem aventurados os puros, porque deles será o reino dos céus. Já o reino da
internet, da forma como caminham as coisas, será do Google. O que já é muito

mais do que um simples buscador está decidido a se colocar no centro da
rede, como mostra sua última, original e muito ambiciosa aposta: o Google
Accelerator. Se eles conseguirem o objetivo, se uma parte significativa dos
internautas o adotar e os browsers o incluírem, a rede mudará para sempre. O

Google será seu coração.

Quando você aponta um endereço na internet, está enviando uma pequena
mensagem para um computador remoto. Seu pedido percorre incontáveis
quilômetros de cabos e passa por dezenas de computadores antes de chegar a
seu destino: o servidor da página web que o recebe e responde.

A resposta deste servidor, outra pequena mensagem, percorre de novo
incontáveis quilômetros, mais uma dezena de computadores antes de chegar a
você, onde se transforma na página web que você pediu para ver. Este
processo dura muito pouco, normalmente microssegundos. Os cabos e os
computadores no meio do caminho pertencem a diferentes empresas e
instituições, logo este processo vital para a web não é controlado por
ninguém.

Não era. Agora o Google quer mudar tudo com este novo produto, atualmente em

fase de testes e ainda não disponível. O Google Accelerator é a mais radical

remodelação da web já planejada desde a sua criação. Seguindo a estratégia
de se fazer da rede um gigantesco computador administrado por eles (o Google

Desktop), o Google oferece um pacto faustiano: navegar mais depressa,
especialmente para quem usa conexões de banda larga, em troca entregar a
eles o controle real da internet.

A idéia central do Accelerator é de enviar todos os pedidos feitos por quem
se inscrever no serviço através dos computadores do Google. Quando você
solicitar uma página web, este pedido irá direto para o Google que
responderá com uma página previamente armazenada em suas máquinas,
comprimindo a informação, pré-armazenando páginas em seu próprio servidor.

Desde seu lançamento no início do mês de maio, já surgiram as primeiras
críticas ao projeto. Fala-se de uma séria ameaça a privacidade e a liberdade

da web. Também falam de problemas de identificação e do risco que o serviço
do Google possa criar um empecilho para o comércio na rede assim como para
todo o tipo de serviço que exige pronta resposta de aplicações online.

Do lado positivo o Accelerator não só tornará a navegação mais rápida como
também pode tornar mais fácil driblar a censura a vários tipos de páginas na

web que alguns países ainda impõe a seus habitantes.

Porém tudo isso é um mero detalhe quando comparado ao verdadeiro significado

da idéia: uma radical reorganização da rede. Se o uso do Accelerator atingir

uma grande parcela, cada vez mais o tráfego da internet deixará de percorrer

as entranhas da rede para se tornar exclusivo das máquinas do Google. Os
efeitos são difíceis de se imaginar, porém certamente serão cataclísmicos,
principalmente para os criadores de conteúdo na internet.

Mesmo sendo difícil prever todos os impactos do projeto do Google vamos
tentar imaginar dois efeitos imediatos. Para a publicidade online o
Accelerator pode destruir os sistemas de medição de tráfego sobre o qual se
baseia toda a propaganda feita na rede.

Mais impactante seria o fim de um dos mais sérios desafios que a internet
oferece para muitos meios de comunicação online: o fato de que quando maior
o número de leitores, maior é o custo do serviço. O efeito se deve ao fato
de que os custos de banda crescem proporcionalmente com o número de
leitores. Não são raros os casos de criadores de conteúdos online que foram
à falência devido ao sucesso de público de seus serviços.

Este dilema tem feito com que só empresas tradicionais e com grande respaldo

econômico consigam criar grandes serviços de conteúdo online e replicam na
comunicação online o mesmo modelo já instalado em jornais e revistas mundo
afora: a comunicação de grandes massas na rede continua nas mãos de grandes
corporações. Um blog 'independente' de sucesso só tem capacidade para um
grande público se estiver debaixo do teto de um grande provedor, normalmente

ligado a um grande grupo de mídia.

Se o Accelerator atingir seu objetivo, e até hoje o Google atingiu todos os
que propôs, já não haverá diferença entre ter dois leitores ou dois milhões.

Sob o ponto de vista técnico, só haverá um visitante importante na sua
página web: o robô do Google, que atualizará a página nos arquivos do
Accelerator. A internet será realmente nivelada para os produtores de
conteúdo, e os pequenos estarão um pouco mais próximos dos grandes. Os
computadores domésticos não precisarão mais continuar na corrida desesperada

por mais potência de conexão. A rede será dirigida para um só lugar, o
Google.

O Google Desktop estará completo. A rede será um gigantesco computador que
alimentará todas as suas pontas. Nossos micros serão simples terminais
alimentados pelo Google. Os computadores serão mais baratos, as conexões
mais rápidas, o preço de banda cairá radicalmente, haverá mais fontes de
informação e todas serão iguais. Com o controle da rede o Google terá o
poder de desafiar uma Microsoft da vida.

Até agora o Google tem utilizado com sabedoria seu crescente poder. Sua
filosofia está voltada para o futuro imediato, muito mais do que qualquer
empresa existente hoje. Há poucas razões para se duvidar de seu compromisso
com a comunidade de internet, de sua vontade de fazer boas e práticas
ferramentas. O Google ainda não deu motivos para ser visto como o novo
"Império do Mal", ou coisa do gênero. Até o momento suas intenções são boas.

Ao largo da história as concentrações de poder sempre se mostraram muito
tentadoras. O futuro que o Google nos oferece é atrativo, tem muitas
vantagens, é bom para todos, tirando alguns empecilhos como a publicidade e
o comércio online que certamente podem ter suas soluções.

O Accelerator ainda vive em fase beta. Que a infraestrutura do Google esteja

no centro da rede não é necessariamente ruim. O importante é que sempre
existam vias de escape. Nossas avós já diziam: "segurao morreu de velho".
[Webinsider]


       
    Claudia Pessanha 

     


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